Porque é que este tema é importante agora
A inteligência artificial já consegue explicar, ensinar e avaliar qualquer criança, a qualquer hora. A questão já não é saber se vai transformar a educação, mas sim qual será o papel da escola quando o conhecimento estiver acessível a todos: desenvolver o pensamento crítico, a criatividade, a resiliência e a capacidade de trabalhar com pessoas e máquinas. No entanto, a maioria das escolas continua organizada por anos de escolaridade, com base na idade dos alunos, horários fixos e um ritmo de aprendizagem igual para todos, um modelo concebido para um mundo muito diferente do atual. As decisões que tomarmos nos próximos anos irão moldar a preparação das nossas crianças para o futuro.
Duas vozes de referência, duas perspetivas distintas
Mike Lambert é Diretor Global de Educação do Inspired Education Group, que conta com mais de 95.000 alunos em mais de 125 escolas em todo o mundo. Licenciado pela Universidade de Oxford, foi diretor do Dubai College durante uma década, uma das escolas internacionais mais seletivas do mundo, antes de assumir a liderança da estratégia educativa global do grupo, incluindo a integração da inteligência artificial nos processos de aprendizagem.
Pedro Santa Clara é professor de Finanças na Nova SBE e liderou a criação do seu campus de Carcavelos. Fundou o TUMO em Portugal e trouxe para Lisboa e Porto a escola de programação 42, proporcionando a milhares de jovens novas formas de aprender. É uma das vozes mais influentes em Portugal na reflexão sobre a transformação da educação na era da inteligência artificial.
Um tem promovido a excelência no seio do modelo escolar tradicional; o outro tem criado alternativas a esse modelo. Em conjunto, irão debater as oportunidades e os riscos da inteligência artificial, a forma como a educação terá de evoluir e aquilo que deverá permanecer inequivocamente humano.
Uma tarde de almoço, debate aberto e novas perspetivas sobre o futuro da aprendizagem.